Caracterização Sociodemográfica e Clínica de Pessoas com Estomia em Teresina

Authors

  • Sara Machado Miranda Enfermeira. Mestre do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Piauí (UFPI) – Teresina (PI), Brasil.
  • Maria Helena Barros Araújo Luz Doutora em Enfermagem pela Escola de Enfermagem Anna Nery da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – Rio de Janeiro (RJ), Brasil. Docente do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFPI – Teresina (PI), Brasil. Pós-graduada em Estomaterapia pela Universidade de São Paulo (USP) – São Paulo (SP), Brasil.
  • Helena Megumi Sonobe Doutora em Enfermagem pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP-USP). Docente do Programa de Pós-Graduação Enfermagem Fundamental da EERP-USP – Ribeirão Preto (SP), Brasil. Pós-graduada em Estomaterapia pela USP – São Paulo (SP), Brasil.
  • Elaine Maria Leite Rangel Andrade Doutora em Enfermagem pela EERP-USP – São Paulo (SP), Brasil. Docente do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFPI – Teresina (PI), Brasil.
  • Elaine Cristina Carvalho Moura Doutora em Enfermagem Fundamental pela EERP-USP – Ribeirão Preto (SP), Brasil. Docente do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFPI – Teresina (PI), Brasil.

Abstract

O estudo teve por objetivo caracterizar o perfil sociodemográfico e clínico de pessoas cadastradas no Programa de Estomizados de Teresina (PI). Pesquisa exploratório-descritiva, transversal, com abordagem quantitativa, cujos dados foram coletados no período de junho a julho de 2013, sendo utilizado o programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 19.0, para análise estatística. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da Universidade Federal do Piauí (UFPI), sob CAAE no 10487813.3.0000.5214. A amostra foi constituída por 107 estomizados, que atenderam aos critérios de inclusão. Houve predomínio de estomizados do sexo masculino (55,1%); média de idade de 59,2 anos; casados (48,6%); com filhos (86,9%); católicos (81,3%); renda familiar entre 1 e 3 salários mínimos (60,7%); ensino fundamental incompleto (32,7%); aposentados (57,0%). As neoplasias constituíram a principal causa da estomia (71,0%), seguidas de doenças inflamatórias intestinais (20,6%); a maioria era colostomizada (74,8%), permanente (48,6%), há menos de um ano (39,3%); apresentava efluente de consistência pastosa (74,8%); utilizava bolsa coletora de peça única (94,4%), sendo 100% drenável, fornecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) (73,8%). Dentre as 41 (38,3%) complicações apresentadas pelos participantes, 30 (73,1%) referiam-se à pele periestoma caracterizado, 29, ao eritema (96,7%), e 11 (26,82 %), ao estoma, sendo verificados prolapso, 10 (90,0%), e sangramento, 1 (3,3%). Os resultados obtidos mostraram aproximações e semelhanças em comparação com as literaturas nacional e internacional. Conclui-se que o conhecimento do perfil dessa clientela possibilitará a adequação do planejamento da assistência especializada e da provisão de equipamentos coletores e adjuvantes no contexto do Estado do Piauí.

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Published

2016-04-07

How to Cite

1.
Miranda SM, Luz MHBA, Sonobe HM, Andrade EMLR, Moura ECC. Caracterização Sociodemográfica e Clínica de Pessoas com Estomia em Teresina. ESTIMA [Internet]. 2016Apr.7 [cited 2020Nov.25];14(1). Available from: https://www.revistaestima.com.br/estima/article/view/117

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