Resumo da tese
Resumo
Qualidade de Vida de Pessoas Colostomizadas, com e sem o uso de Métodos de Controle Intestinal
O estudo teve como objetivo principal: avaliar a qualidade de vida de pessoas colostomizadas, com e sem o uso de métodos de controle intestinal, ou seja, o uso associado de irrigação e do sistema oclusor da colostomia. Método: Trata-se de um estudo observacional, e foi desenvolvido no Setor de Estomizados do Ambulatório Regional de Especialidades do Complexo Hospitalar Heliópolis. Para coletar os dados, utilizaram-se dois instrumentos: o formulário de identificação e o WHOQoL- abreviado. Os dados foram coletados no período de outubro de 2005 a maio de 2006, após a apreciação e aprovação do projeto pelos Comitês de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo e do Hospital Heliópolis. A amostra foi constituída de 100 pessoas colostomizadas, separadas em dois grupos: 50 pessoas que usavam os métodos de controle intestinal (Grupo Com MCI = caso), e 50 que não os utilizavam (Grupo Sem MCI = controle). As variáveis pesquisadas foram: sociodemográficas (sexo, idade, escolaridade, religião / crença, situação conjugal, suporte familiar, situação de trabalho, profissão / ocupação), clínicas (doença de base, doença associada, tratamento adjuvante, tempo de colostomizado [meses], tempo de acompanhamento no Serviço [meses], tempo de uso de irrigação da colostomia [meses], tempo de uso do sistema oclusor da colostomia [meses], tempo de permanência do sistema oclusor da colostomia [horas]) e as referentes à qualidade de vida(constantes no WHOQoL-abreviado, ou seja, os quatro Domínios e as respectivas facetas, e a Qualidade de Vida Geral [escores de Saúde Geral e de Qualidade de Vida calculados conjuntamente]). Os dados foram analisados por meio de testes paramétricos (Teste t-Student e ANOVA) e não paramétricos (Teste de Mann-Whitney e de Kruskal-Walis), coeficientes de correlação de Pearson e Spearman e análises de covariância e de regressão logística. Resultados: Nas variáveis sociodemográficas, não houve diferença estatisticamente significante quando se compararam os dados entre os Grupos Com e Sem MCI. Também nas variáveis clínicas, não houve diferença estatisticamente significante ao se compararem os dados: doença de base, doença associada e tratamento adjuvante entre os dois Grupos. Por outro lado, quando foram comparadas as variáveis: Tempo colostomizado e Tempo de acompanhamento no Serviço entre os Grupos, houve diferença estatisticamente significante, observando-se que as pessoas do Grupo com MCI estavam colostomizadas e sendo acompanhadas no Serviço em período significativamente maior do que daquelas do Grupo sem MCI (p-valor <0,001). Referente às variáveis relacionadas à qualidade de vida, as pessoas colostomizadas do Grupo Com MCI tinham qualidade de vida significativamente melhor, sendo isso observado em todos os Domínios (DF =81,93; DP= 82,17; DRS = 80,33; DMA = 71,31) e na Qualidade de Vida Geral ("overal") (17,92) do que aquelas do Grupo Sem MCI (DF = 63,07; DP = 66,50; DRS = 65,67; DMA = 59,31 e Qualidade de Vida Geral = 15,04). Foi verificado, ainda, que quanto maior o Tempo de colostomizado, Tempo de acompanhamento no Serviço e Tempo de uso do sistema oclusor da colostomia, maior o escore de qualidade de vida no Domínio Físico, e quanto maior o Tempo de colostomizado e o Tempo de acompanhamento no Serviço, maior o escore de qualidade de vida no Domínio Psicológico e na Qualidade de Vida Geral. Constataram- se, ainda, diferenças estatisticamente significantes entre os escores médios de qualidade de vida no Domínio Meio Ambiente e a variável: Sexo, observando-se que o feminino apresentou maior valor de escore de qualidade de vida, e entre os escores médios obtidos nos Domínios Psicológico e Meio Ambiente e a variável: Doença de base, onde as pessoas colostomizadas, que apresentavam neoplasia colo-retal, mostraram escores mais altos de qualidade de vida, quando comparadas às de outras causas de estoma. Conclusões: Os resultados do estudo elucidaram a questão de pesquisa e a hipótese formulada, pois existem diferenças estatisticamente significativas entre a qualidade de vida das pessoas colostomizadas, que fazem uso de métodos de controle intestinal (Grupo Com MCI) em relação àquelas que não os utilizam (Grupo Sem MCI). Além disso, a regressão logística confirmou o uso dos MCI como fator de predição de melhor qualidade de vida na amostra.Downloads
Os dados de download ainda não estão disponíveis.
Publicado
01/09/2008
Edição
Seção
Artigos
Licença
Direitos autorais (c) 2016 Revista Estima

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Como Citar
1.
Resumo da tese. ESTIMA [Internet]. 1º de setembro de 2008 [citado 30º de agosto de 2026];6(3). Disponível em: https://www.revistaestima.com.br/estima/article/view/236

