Autocuidado da Pessoa com Diabetes Mellitus: Contribuição ao Cuidado Clínico de Enfermagem para a Prevenção do Pé Diabético
DOI:
https://doi.org/10.5327/Z1806-3144201700010009Palavras-chave:
Enfermagem. Diabetes mellitus. Pé diabético. Autocuidado.Resumo
O pé em risco é uma das complicações microvasculares graves e mutilantes de pessoas com diabetes, e, quando não diagnosticado precocemente, traz como consequência o pé diabético. Para evitar e postergar todas as complicações o paciente precisa aprender o autocuidado. O objetivo foi avaliar e classificar o pé diabético após intervenção educativa de enfermagem para promover o autocuidado. Este trabalho é um estudo quase‐experimental, do tipo antes e depois, de uma intervenção com 40 pessoas diabéticas, realizada em 2013, em uma Unidade de Atenção Primária à Saúde (UAPS) de Fortaleza, Ceará. Realizou‐se a intervenção educativa de enfermagem para prevenção de pé diabético e a classificação e avaliação do grau de risco, antes e após as orientações para o autocuidado. A intervenção educativa foi executada utilizando panfletos, modelos anatômicos de pés com e sem lesões e álbum seriado para pessoas com diabetes. Para coletar dados foram utilizados a entrevista semiestruturada e um formulário para avaliação clínica e exame físico do pé. A pesquisa recebeu aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Estadual do Ceará (UECE) — processo no 201.279. A coleta dos dados seguiu as seguintes etapas: na avaliação inicial aplicou‐se intervenção educativa por meio de orientações para o autocuidado e o exame físico dos pés; nas avaliações subsequentes foram reforçadas essas recomendações e na avaliação final foi feito outro exame físico dos pés e a retomada dos cuidados. Os dados foram expostos em tabelas e gráficos analisados por meio de estatísticas descritivas e inferenciais por meio do teste de McNemar, com nível de significância de p≤0,05. Os dados evidenciam uma amostra predominantemente feminina — 62,5% do total de entrevistados (25 mulheres). A faixa etária variou de 32 a 90 anos, com média de 58,6±11,7 anos. Quanto ao tempo de diagnóstico, encontrou‐se uma média de 8,9±7,0 anos. No que diz respeito às comorbidades, 28 (70,0%) pacientes eram portadores de hipertensão arterial e 29 (72,5%) apresentavam sobrepeso ou obesidade. Quanto aos fatores de risco, 9 (22,5%) eram tabagistas e 14 (35,0%) tinham antecedentes familiares para diabetes mellitus. Com relação aos cuidados com os pés, 25 (62,5%) não andavam descalços, 39 (97,5%) não usavam calçados apertados, 13 (32,5%) hidratavam os pés, 12 (30,0%) realizavam a lavagem dos pés e 12 (30,0%) examinavam os pés. Quanto ao grau de risco, 17 (42,5%) pacientes estavam em grau de risco 0, 10 (25,0%) em grau 1, 7 (17,5%) em grau 2 e 6 (15,0%) em grau 3. Na avaliação dermatológica, realizada nos momentos inicial e final da pesquisa, foi encontrada significância estatística no corte adequado das unhas (p=0,0016), no ressecamento da pele (p=0,0125), nas rachaduras (p=0,0001) e nas calosidades e úlceras (p=0,0005). Adotou‐se a Análise de Conteúdo de Bardin para as entrevistas nas quais emergiram categorias temáticas sobre os cuidados com os pés. Destacou‐se a categoria autocuidado com o pé diabético e duas subcategorias — higiene e segurança dos pés —, nas quais os pacientes descreveram os cuidados efetuados com os pés. A intervenção educativa contribuiu para o aumento do conhecimento e da aquisição de comportamento positivo para o autocuidado em pessoas com pé em risco.Downloads
Os dados de download ainda não estão disponíveis.
Downloads
Publicado
2017-01-13
Edição
Seção
Resumo de Dissertação
Licença
Direitos autorais (c) 2017 Revista Estima

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Como Citar
1.
Autocuidado da Pessoa com Diabetes Mellitus: Contribuição ao Cuidado Clínico de Enfermagem para a Prevenção do Pé Diabético. ESTIMA [Internet]. 13º de janeiro de 2017 [citado 10º de agosto de 2026];15(1). Disponível em: https://www.revistaestima.com.br/estima/article/view/452

