Caracterização e fatores de risco de incontinência urinária em mulheres atendidas em uma clínica ginecológica*

Authors

  • Luana Feitosa Mourão Enfermeira pela Universidade Federal do Piauí. Pós-graduanda em Saúde da Mulher pela Universidade Cândido Mendes e Terapia Intensiva pela Escola de Saúde Pública do Ceará.
  • Maria Helena Barros Araújo Luz Doutora em Enfermagem pela Escola de Enfermagem Anna Nery da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EEAN/UFRJ). Especialista em Estomaterapia pela Universidade de São Paulo (USP). Professora Associada da UFPI.
  • Antonio Dean Barbosa Marques Doutorando em Cuidados Clínicos em Enfermagem e Saúde pela Universidade Estadual do Ceará (UECE).
  • Claudia Daniella Avelino Vasconcelos Benício Doutoranda em Enfermagem pela UFPI. Especialista em Estomaterapia pela UECE.
  • Benevina Maria Vilar Teixeira Nunes Doutora em Enfermagem pela EEAN/UFRJ. Professora Associada da UFPI.
  • Antônio Francisco Machado Pereira Mestre em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo.

DOI:

https://doi.org/10.5327/Z1806-3144201700020004

Abstract

Incontinência urinária é um problema de saúde púbica por ser uma doença multifatorial que acomete em termo 27,6% das mulheres e 10,5% dos homens, refletindo nas relações interpessoais, profissionais e sexuais. O estudo teve como objetivo Caracterizar o perfil sociodemográfico, epidemiológico e clínico de mulheres com incontinência urinária atendidas em uma Clínica Ginecológica de um Hospital Universitário do Piauí. É uma pesquisa de campo do tipo exploratório descritiva, transversal, realizada no mês de setembro de 2015, mediante a aplicação de um formulário semiestruturado em 48 mulheres. A prevalência de incontinência urinária foi maior em mulheres com faixa etária entre 30 a 48 anos (52,1%), casadas (56,3%), pardas (72,9%) e com nível de escolaridade de ensino fundamental incompleto (39,6%). Destaca-se como fatores de risco: consumo de cafeína (97,9%), cirurgia ginecológica (87,5%), infecção urinária (62,5%) e prática de atividade física (56,3%). O tempo de início da doença foi entre 1 a 5 anos (43,8%), com episódios de perda de urina ao espirrar (89,6%), ao tossir (83,3%) e antes de chegar ao banheiro (75%). Adotaram como atitudes comportamentais de ficarem próximas ao banheiro (54,2%) e a fazerem uso de absorventes ou forros (41,7%). Apenas 33,3% procuram o médico, 35,4% receberam orientações sobre a doença, 25% conhecem o diagnóstico médico e 12,5% realizaram algum tipo de tratamento.  O estudo possibilitou conhecer a realidade das mulheres com incontinência urinária que buscam assistência a saúde em um Hospital Universitário, com resultados que se aproximam de estudos anteriores sobre a temática.  

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Published

2017-05-04

How to Cite

1.
Mourão LF, Araújo Luz MHB, Marques ADB, Vasconcelos Benício CDA, Teixeira Nunes BMV, Pereira AFM. Caracterização e fatores de risco de incontinência urinária em mulheres atendidas em uma clínica ginecológica*. ESTIMA [Internet]. 2017May4 [cited 2021Jan.27];15(2). Available from: https://www.revistaestima.com.br/estima/article/view/352

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