Resumo Tese 1

Authors

  • Letícia Faria Serpa Mestre e Doutora pela EEUSP. Enfermeira do Hospital Alemão Oswaldo cruz. Especialista em Nutrição Parenteral e Enteral pela SBNPE (Sociedade Brasileira de Nutrição Enteral e Enteral)
  • Vera Lúcia Conceição de Gouveia Santos Orientadora. Enfermeira Estomaterapeuta - TiSOBEST; Doutora em Enfermagem; Professora Associada do Departamento de Enfermagem Médico-Cirúrgica da EEUSP .

Abstract

Capacidade preditiva da subescala nutrição da escala de Braden para avaliar o risco de desenvolvimento de úlceras por pressão

Variáveis nutricionais têm sido consideradas preditoras de risco para o desenvolvimento de úlceras por pressão (UP). A subescala nutrição da escala de Braden, que avalia o consumo alimentar, parece apresentar certa fragilidade para especificar o risco. Muitos estudos ressaltam aspectos mais amplos do estado nutricional associados ao risco de UP. O objetivo deste estudo é avaliar a capacidade da subescala Nutrição da escala de Braden em predizer o risco para o desenvolvimento de UP e verificar as associações estatísticas existentes entre essa subescala e indicadores nutricionais objetivos e sujetivos, além de variáveis demográficas e clínicas, e o desenvolvimento de UP. Após aprovação pelo comitês de ética de duas instituições privadas do município de SP, 170 pacientes adultos hospitalizados, em risco para desenvolvimento de UP (escore de ?18), foram avaliados durante, no mínimo, uma semana. Os pacientes foram submetidos à avaliação do risco para UP – por meio da Escala de Braden - e da pele a cada 48 horas, às avaliações objetivas e subjetivas na admissão e a cada sete dias e à avaliação da aceitação da terapia nutricional diariamente. Para estabelecer o poder preditivo das variáveis independentes em relação ao desenvolvimento de UP empregaram-se análises de regressão logística univariada e múltipla (quatro modelos). A maioria dos pacientes era do sexo masculino (57,05%); média etária de 66,99 ±15,43 e 17,76 ± 16,77 dias de internação, em média. Os escores médios de risco foram 12,26 e 15,03 respectivamente para os pacientes com e sem UP (p<0,001). Quatorze pacientes desenvolveram UP, gerando incidência de 8,23%. Na modelo 4 da análise da regressão logística multivariada, a subescala nutrição não permanece, sendo que a albumina (OR=5,226, p< 0,001), a ANSG (OR=3,246, p< 0,001) e a idade (OR=1,594, p< 0,001) foram as preditoras mais importantes. Os resultados evidenciam que, ao não permanecer no modelo final de regressão, a subescala nutrição da escala de Braden não foi preditora para o desenvolvimento de UP na amostra do estudo. Embora a albumina tenha sido o indicador preditivo mais importante – fato corroborado na literatura internacional – o seu custo limita sua utilização. Por outro lado, a ANSG desponta como parâmetro nutricional complementar interessante e promissor por ser simples, de baixo custo e de uso multidisciplinar.Palavras-chave: úlcera por pressão, fatores de risco, avaliação nutricional, desnutrição protéico-calórica.


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Published

2007-09-01

How to Cite

1.
Serpa LF, Santos VLC de G. Resumo Tese 1. ESTIMA [Internet]. 2007Sep.1 [cited 2020Sep.29];5(3). Available from: https://www.revistaestima.com.br/estima/article/view/212

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