Artigo Original 1- Conhecimento de Pessoas com Úlceras Vasculogênicas acerca da Prevenção e dos Cuidados com as Lesões

Lindinalva Vitoriano de Lima, Alana Tamar Oliveira de Sousa, Isabelle Cristinne Pinto Costa, Viña-Del-Mar da Silva


Resumo
Este estudo objetivou investigar o conhecimento de pessoas com lesões vasculogênicas acerca da prevenção e dos cuidados com as lesões. Trata-se de uma pesquisa de campo, exploratória, com abordagem qualitativa, realizada em um ambulatório de curativos pertencente a uma instituição de ensino superior, no município de João Pessoa-PB. A amostra foi composta por oito sujeitos atendidos diariamente no serviço. A coleta de dados foi realizada por meio do sistema de gravação de voz, utilizandose um roteiro de entrevista semiestruturado. Os dados obtidos nas entrevistas foram transcritos e analisados qualitativamente, pormeio da técnica de análise do discurso do sujeito coletivo, descrita por Lefévre e Lefévre. A pesquisa foi aprovada por Comitê de Ética em Pesquisa. Os resultados mostram que os respondentes utilizam produtos não convencionais, de uso caseiro para o manuseio da ferida, antes do tratamento realizado no ambulatório; havendo, porém, modificações dessas práticas, após o processo educativo diário e contínuo, passando a dotar o tratamento proposto pela enfermeira do ambulatório. Informam ainda que seguem a terapêutica proposta mesmo fora dos dias de atendimento no serviço, tornando-se pessoas independentes e conhecedores dos cuidados necessários para a cicatrização e para a prevenção de recidivas.
Descritores: Educação em Saúde. Úlcera da perna. Enfermagem.
Abstract
The purpose of this study was to assess the patient’s knowledge of vascular ulcer prevention and care. This was a qualitative,exploratory, field research conducted in a university-based outpatient wound care clinic in the city of João Pessoa (PB, Brazil).The sample was composed of eight patients with vascular ulcers who were receiving daily treatment in the clinic. Data werecollected through a semi-structured interview, which was audio-recorded and transcribed verbatim. The transcription wasevaluated using collective subject discourse analysis described by Lefévre and Lefévre. The study was approved by the InstitutionalResearch Ethics Committee. Results showed that the participants used unconventional household items for wound managementbefore beginning treatment in the outpatient clinic. However, the patients stopped using their methods after continually receivingdaily educational interventions at the clinic and adhered to the treatment regimen proposed by the practitioner nurse. Patientsalso reported been adherent to therapy on days without intervention. These patients became more independent and had a betterunderstanding of the care necessary for the healing of vascular ulcers and prevention of relapses.
Descriptors: Health Education. Leg Ulcer. Nursing.
Resumen
Este estudio tuvo como objetivo investigar el conocimiento de las personas con lesiones vasculares a cerca de la prevención y de los cuidados con las lesiones. Se trata de un estudio de campo, exploratorio, con abordaje cualitativo, realizada en un consultorio externo donde se realiza curación de heridas perteneciente a una institución de enseñanza superior, en el municipio de João Pessoa-PB. La muestra fue constituida por ocho usuarios atendidos diariamente en el servicio. La recolección de datos fue realizada por medio del sistema de grabación de audio, utilizando un guión de entrevista semiestructurada. Los datos obtenidos en las entrevistas fueron transcritos y analizados cualitativamente, a través de la técnica de análisis del discurso del sujeto colectivo, descrita por Lefévre e Lefévre. La investigación fue aprobada por un Comité de Ética en Investigación. Los resultados muestran la utilización de productos no convencionales de uso casero durante la manipulación de la herida, antes del tratamiento realizado en el ambulatorio, pero con el proceso educativo continuo realizado en servicio, los participantes en la investigación relatan la adopción del tratamiento propuesto por la enfermera, siguiendo la terapia, incluso fuera de los días de atención en el servicio, lo que torna a las personas independientes y conocedoras de los cuidados necesarios para la cicatrización y para la prevención de recidivas.
Palabras clave: Educación en Salud. Úlcera de la Pierna. Enfermería.
Introdução
No Brasil, as feridas representam um sério problema de saúde pública e atingem diversas faixas etárias, etnias, ambos os sexos, com reflexos nos gastos públicos e interferência na qualidade de vida das pessoas acometidas e de seus familiares. Apesar dos altos índices de pessoas com lesões, os registros estatísticos são escassos, o que dificulta saber a magnitude dessa problemática.
Nesse sentido, mesmo com a subnotificação dos casos, o aumento da incidência de feridas crônicas na população é um fato conhecido pelos profissionais da área de Saúde e tem proporcionado várias discussões sobre o assunto, por se tratar de um problema social grave, que está relacionado ao aumento da morbimortalidade de pessoas idosas e com doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes e hipertensão.1
Com esse entendimento, é muito difícil saber o número exato de pessoas com úlceras vasculogênicas, por ser comum na população brasileira, já que representa 80% das ulcerações vasculares, com prevalência global que pode variar de 0,06 a 3,6%.2 A causa mais comum das úlceras dos membros inferiores é a insuficiência venosa crônica, seguida da doença arterial, que representa de 10 a 25% de todas as úlceras e pode coexistir com a doença venosa. 2 Nesse caso, as informações sobre a incidência das doenças crônicas para o desenvolvimento de programas preventivos e a formulação de práticas educativas que reduzem o seu impacto no país são sobremaneira importantes.2 As úlceras vasculogênicas apresentam-se com alto índice de recidiva, o que gera sofrimento para a pessoa e seus familiares, causa um grande impacto no estilo de vida da população acometida por elas, refletindo diretamente na qualidade de vida.3
Essas informações reforçam o quanto é importante se considerar essa problemática como um aspecto fundamental na abordagem de pessoas com feridas crônicas, para que elas recebam uma assistência sistematizada, baseada na avaliação clínica, no diagnóstico precoce, no planejamento do tratamento adequado, na implementação dos cuidados, na evolução e na reavaliação das condutas e no tratamento, além de trabalho educativo permanente para o autocuidado.
A dificuldade que essas pessoas encontram quando procuram o serviço na atenção primária, secundária e terciária contribui para que não aconteça um diagnóstico precoce ou até mesmo prevenção, orientação e tratamento da ferida. Essa deficiência na busca por esse serviço envolve a falta de informação e de conhecimento do autocuidado.4 Além do desconhecimento dos profissionais no cuidado de pessoas com feridas, alia-se a falta de recursos materiais e humanos especializados para a implantação de condutas mais adequadas. Além disso, destaca-se a falta de sistematização do atendimento, porquanto, a cada retorno, a pessoa recebe orientação de um profissional diferente, amparado pelos próprios conhecimentos, 5principalmente em instituições públicas. Dentre os profissionais, os enfermeiros encontram muitasdificuldades para avaliar e classificar as lesões vasculares e diferenciá-las, venosas e arteriais, mesmo apresentando características essencialmente distintas, o que resultará em distintas condutas. Desse medo, são fundamentais os conhecimentos específicos que possibilitem ao enfermeiro estabelecer um diagnóstico preciso com vistas à implementação de um tratamento tópico também eficaz e preciso.6
No que concerne às úlceras de origem venosa, localizam-se no terço inferior da perna, um pouco acima do maléolo interno, ou no dorso do pé ou terço médio da perna, menos frequentemente. É importante destacar que esse tipo de úlcera se desenvolve lentamente e se transforma em lesão com borda irregular, superficial no início, mas que pode se tornar profunda; o leito geralmente é formado por tecido de granulação, podendo conter esfacelos, com exsudato copioso, amarelado e odor, decorrente da infecção local que acontece com frequência. Na área adjacente, nota-se uma hiperpigmentação, lipodermatoesclerose, atrofia branca, presença de veias tortuosas e dilatadas e, em alguns casos, cicatrizes visíveis de úlceras anteriores. A dor manifestada é moderada. 7 O surgimento da úlcera venosa está relacionado, geralmente, a uma combinação de obstrução no segmento venoso e refluxo. Este pode ser causado por anomalia congênita no desenvolvimento das válvulas venosas, conduto sem essas estruturas, alongamento do folheto da válvula ou fraqueza da parede venosa. A obstrução pode ocorrer por trombose venosa profunda ou traumas. 8 As úlceras arteriais ocorrem devido à dificuldade de fornecimento de sangue arterial para o membro inferior, sendo a aterosclerose a causa mais comum, porém a trombose ou embolia podem contribuir para a insuficiência arterial. São lesões que exibem características próprias, tais como: bordas pálidas, bem definidas, com leito necrótico, pouco tecido de granulação, odor característico, exsudato escasso. Localizam-se, frequentemente, nas polpas digitais e na região metatarsiana, no tendão dos calcâneos e em pontos de atrito. Quando tratadas, tornam-se estacionárias ou progressivas, de extensões pequenas e arredondadas, de difícil cicatrização e extremamente dolorosas. A pele circundante tem coloração avermelhada ou cianótica, aparência brilhante, seca, escamosa e com alopecia. As unhas dos pés podem ser opacas e espessas.9
A qualidade do atendimento às pessoas com úlceras vasculogênicas é um desafio que compreende o pouco entendimento da fisiopatologia de tais lesões por parte dos profissionais, a escassez de serviços que atendem pessoas com esses tipos de lesões, a resolutividade diminuída pelo nível de atenção à saúde e a falta de articulação entre os diferentes níveis de assistência o que, tem contribuído para o grande índice de abandono do tratamento. 4,10 Nesse sentido, quando a assistência ao usuário é mal conduzida ou dificultada, a cicatrização da lesão pode se prolongar e ocasionar um alto custo social e emocional. Em inúmeros casos, afasta o indivíduo do trabalho e isso agrava as condições socioeconômicas.11 Pessoas com lesões crônicas podem evitar complicações que conduzem à internação hospitalar e à recidiva das feridas, por meio do aumento de serviços de assistência especializada, de recursos materiais adequados e, principalmente, de profissionais capacitados e comprometidos na educação do indivíduo e de sua família, em um processo de atenção integral, que inclui a promoção da Saúde, a prevenção de lesões, de agravos e de complicações, a recuperação saudável e a reabilitação do indivíduo.
Portanto, por considerar a assistência a esses indivíduos um processo complexo e de alta relevância, este estudo objetivou investigar o conhecimento de pessoas com úlceras vasculogênicas acerca da prevenção e dos cuidados com as lesões. Espera-se que seus resultados possam contribuir para a sensibilização de profissionais e gestores de serviços de saúde sobre os problemas e as dificuldades detectados na assistência a pessoas com lesões de pele e motivar/ incentivar a implementação de políticas, de práticas educativas e de intervenções nessa área específica com vistas à melhoria da atenção à saúde.
Métodos
Trata-se de uma pesquisa de campo, exploratória, com abordagem qualitativa, realizada em um ambulatório de curativos pertencente a uma instituição de ensino superior do município de João Rev Estima - Vol 12 (1) 2014 - 25 Pessoa-PB. O referido ambulatório atende a pessoas com lesões crônicas de origem diabética, vasculogênica (venosa e arterial) e neuropática. O setor funciona durante quatro dias na semana e é constituído de uma sala de acolhimento, uma sala para a realização dos curativos e um arsenal, além de um ambiente amplo, com cadeiras, para a espera do atendimento. O serviço funciona sob a responsabilidade da enfermeira/docente, que realiza a consulta de enfermagem, avalia as lesões, escolhe a cobertura e, quando necessário realiza, o curativo, e conta com o apoio de duas técnicas de enfermagem que realizam o curativo sob a supervisão da enfermeira, aferem a pressão arterial e a glicemia capilar.
Neste momento, o serviço atende diariamente a nove usuários, encaminhados pelas Unidades de Saúde da Família pertencentes ao Distrito Sanitário IV. Esses nove indivíduos representaram a população do estudo. A amostra foi composta de oito desses sujeitos, de ambos os sexos, que atenderam aos critérios de inclusão: ter idade acima de 18 anos e apresentar úlcera vasculogênica. Desse modo, caracterizaram-se por serem quatro mulheres e quatro homens, com idades entre quarenta e setenta anos; cinco participantes consideraram-se pardos, dois negros e um branco; cinco eram casados e três viúvos; dois dos participantes eram analfabetos, cinco cursaram parte do ensino fundamental e um cursou o ensino médio incompleto. A renda foi de um a quatro salários mínimos, sendo que cinco deles eram aposentados; sete dos participantes moravam com mais de sete pessoas na casa e ninguém morava sozinho. Constatou-se que a ocorrência das úlceras aumento com a progressão da idade.
A pesquisa seguiu as observâncias éticas contidas na Resolução 196/96, do Conselho Nacional de Saúde12, vigente na época, e foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba, sob protocolo nº 079/11.
Dentre as lesões dos participantes da pesquisa, seis eram de etiologia venosa e duas arteriais. Vale ressaltar que na abordagem do curativo, a limpeza dos membros afetados era realizada com clorexidina a 2% e as lesões com solução salina a 0,9%, em ambos os tipos de úlceras. No entanto, a escolha da cobertura primária dependia do parecer da enfermeira, com base nas características do tipo de tecido, exsudato e colonização crítica/infecção; enquanto a cobertura secundária, dependia da etiologia da ferida. A coleta de dados, ocorrida em janeiro de 2012, foi realizada por meio do sistema de gravação de voz, utilizando-se um roteiro de entrevista semiestruturada. O roteiro incluiu questões objetivas de identificação da amostra e subjetivas pertinentes ao objetivo do estudo. A sala de acolhimento foi o lugar selecionado para a coleta porque é um ambiente fechado, climatizado, permitindo que o participante respondesse às perguntas sem constrangimento. A entrevista ocorreu antes da realização do curativo, enquanto o paciente aguardava o procedimento, ou depois do mesmo, enquanto esperava os familiares, a depender da preferência de cada participante, não havendo, portanto, alteração de sua rotina. Os dados obtidos nas entrevistas foram transcritos e analisados qualitativamente, utilizandose a técnica de análise do discurso do sujeito coletivo, descrita por Lefévre e Lefévre13. Esta consiste em um conjunto de falas individuais, de onde são retiradas as ideias centrais para a construção de um discurso-síntese que representa o pensamento coletivo.
Resultados
cinco discursos do sujeito coletivo (DSC) referentes às questões subjetivas, de acordo com o objetivo do estudo.
• Questão 1 – "Como o(a) senhor(a) realiza o curativo em casa e o que já utilizou na ferida?”
Ideia central: Já usei muita coisa. Hoje lavo com soro, sabão neutro e uso os produtos daqui. DSC: Eu lavava com soro fisiológico, sabão neutro, enxaguava bem direitinho e usava água do cajueiro roxo aí depois colocava muita coisa, babatenon, babosa ou colagenase, era o que eu usava. Hoje eu tiro todo o curativo anterior com água corrente, lavo bem direitinho com sabão neutro, faço espuma e jogo soro fisiológico em cima, lavando bem limpinho. Aí depois eu coloco os remédios que a doutora dá e passo a faixa. Agora não deixo mais aberto.
• Questão 2 – “Em qual local de sua casa o (a) senhor(a) realiza a troca de curativo?”
Ideia central: No quarto ou quintal.
DSC - Não tinha canto certo, às vezes fazia no quarto, porque acho mais estéril, às vezes no quintal mesmo lá na puxada, por causa do mau cheiro, também para não contaminar dentro de casa.
• Questão 3 - “Quem realiza o seu curativo em casa?”
Ideia central: Eu que faço.
DSC: Eu mesmo, só quem faz em casa sou eu mesmo, não deixo ninguém pegar não.
• Questão 4 - “Quais os cuidados que o senhor tem com a sua perna?”
Ideia central: Cuidado para não bater, repouso e não comer comida carregada.
DSC: Tenho muito cuidado para não bater em canto nenhum, dou repouso de vez em quando, não todas às vezes. Eu me deito no sofá e estiro as pernas. Depois que eu almoço deito um tempo estiro as pernas, eu fico de repouso mesmo e não como nada carregado, macaxeira, fava, carne.
• Questão 5 - “O que o(a) senhor(a) deverá fazer para evitar outras feridas quando esta cicatrizar?”
Ideia central: Vou fazer repouso, evitar comida carregada e procurar o médico.
DSC: Eu não tenho paciência de ficar parada, mas tenho que me comportar. Eu não vou fazer esforço, assim não pego peso, para não inchar. Também não fazer extravagância com comida carregada. Vou passar no médico para ele receitar meia compressiva, passar um remédio de circulação e olhar as minhas varizes, ver com ele se tem alguma veia obstruída, se vou fazer cirurgia.
Discussão
Desde a idéia central presente no DSC relacionada à Questão 1, constata-se que, no passado, as pessoas pesquisadas usaram vários produtos, alguns adequados, outros não. Porém, com o cuidado contínuo e assistido, atualmente, eles utilizam apenas o que é prescrito para a lesão. Nesse sentido, a literatura aponta que o uso de alguns produtos pode ocorrido pela facilidade de sua aquisição, praticamente, sem ônus para o tratamento da ferida, já que o acesso aos serviços especializados é restrito a alguns locais. Outro fator é a indicação de terceiros (vizinhos, amigos), que desconhecem que o uso inadvertido de algumas substâncias pode acarretar prejuízo à saúde e interferir na cicatrização. Outra possibilidade é a credibilidade no conhecimento popular, que passa de uma geração a outra, já que a maioria utilizava plantas medicinais.5 As mais citadas foram o cajueiro roxo (Anacardium occidentale L.), o barbatimão (Pithecelobium avaremotemo Mart.) e a babosa (Aloe vera (L.) Burm.f.).
O uso do cajueiro roxo para a lavagem de feridas também foi encontrado em alguns estudos,14,15 nos quais são utilizadas a casca e as folhas, em forma de infusão, chás, pomada, tintura e sabonete íntimo. O cajueiro roxo é rico em taninos, que lhe confere atividade anti-inflamatória,16antidiabética,17 adstringente, usada popularmente em loções e gargarejos contra aftas e infecções da garganta.18 Em pesquisa in vitro, essa planta mostrou significante atividade antimicrobiana sobre as linhagens de Staphylococcus aureus de origem humana hospitalar resistentes (MRSA) e sensíveis a meticilina (MSSA).19
O barbatimão, também conhecido popularmente como barbatimão verdadeiro, ibatimão, barba-de-timão, uabatimô, babatenon, yba timo (indígena), é utilizado para o tratamento de gastrite, úlcera, dor de garganta, tratamento de feridas, hemorroidas, gonorreia, gengivites, leucorreia, candidíase e infecções vaginais, por suas propriedades adstringente e cicatrizante e bactericida, em inflamações e úlceras, que se devem aos taninos presentes na casca. Pesquisas revelam resultados satisfatórios com o uso dessa planta no tratamento de lesões.14,15
Quanto à babosa, contém inúmeras substâncias, entre elas, as vitaminas A, B1, B2, B6, C, E, ácido fólico, sais minerais, aminoácidos essenciais e polissacarídeos. É amplamente utilizada nas indústrias cosmética e farmacêutica, devido às suas propriedades emolientes, antimicrobianas, cicatrizantes, anestésicas e anti-inflamatórias.20,21 Essa planta também tem sua ação comprovada nacicatrização de feridas,22,23 com diminuição progressiva da dor e ação analgésica.19
Dentre os produtos industriais, a colagenase foi a cobertura mais utilizada pelos participantes, conforme o DSC. Essa pomada, que deriva da bactéria Clostridium histolyticum, serve para promover o desbridamento enzimático do tecido necrosado da lesão. Vale ressaltar que, se utilizada de modo indevido, ou seja, sobre o tecido de granulação, pode interferir na produção de fibras de colágeno e, com isso, atrasar o processo de cicatrização.24
Alguns participantes relataram isoladamente o uso de produtos sem indicação para feridas, como, por exemplo, adubo, resto de pomada que, muitas vezes, não sabiam para que era indicada, pomada de uso ginecológico, pedra hume e polivinilpirrolidona (PVPI). Esses discursos, mesmo que isolados, corroboram o quanto a população ainda recorre, de maneira indevida, ao uso de produtos que irritam, atrasam o processo cicatricial e colaboram para a infecção da ferida. Quanto ao modo de realização do curativo, o DSC mostra uma preocupação com a limpeza adequada da ferida, porém não cita o uso de luvas de procedimento, artefato recomendado para a limpeza de lesões. Com esse mesmo procedimento, os participantes realizam a retirada do curativo anterior com água corrente. Não há evidências de que o uso de água da torneira para limpar feridas reduz ou aumenta o risco de infecção e que, na ausência de água potável, a água fervida e fria bem como água destilada podem ser usadas como agentes de limpeza de lesões.25
Considerando-se que foi predominante a utilização de solução fisiológica e sabão neutro no período da troca do curativo, para lavar e retirar bactérias, resíduos, exsudatos, fibrina, resquícios de agentes tópicos e outras substâncias do leito da ferida, a limpeza com irrigação suave com solução fisiológica ou salina de cloreto de sódio a 0,9% é recomendada, porque não prejudica os tecidos e limpa a ferida, sem traumatizar as células do seu leito, acelerando o processo de cicatrização.7,26 Outro elemento importante observado no DSC foi a oclusão da ferida. Os participantes relatam que a ferida permanecia descoberta, porém hoje se preocupam em cobri-la. O desconhecimento sobre a manutenção do meio úmido favorece o ressecamento do leito da ferida.27 Sabe-se que o meio úmido favorece a cicatrização assim como reduz a dor, devido às terminações nervosas estarem imersas em soluções para umedecer a ferida, o que causa menos danos aos tecidos na remoção do curativo e promove o desbridamento autolítico eficaz.27
Na segunda questão, a respeito do local onde se realiza o curativo, emerge a ideia central – No quarto ou quintal - o que revela a falta de lugar específico para a realização do curativo em domicílio, devido ao odor e ao medo de se contaminar a casa. Esses sujeitos, que são usuários de um ambulatório que funciona de segunda a sexta-feira, devem realizar a troca do curativo em domicílio durante os finais de semana e feriados. Assim, têm total autonomia no cuidado e na prática do curativo. Deve-se observar, no entanto, que lugares abertos, a exemplo do quintal, são mais suscetíveis a sujidades externas e expõem a lesão a microorganismos capazes de acarretar infecções que podem retardar a cicatrização, o que compromete a recuperação da integridade da pele.28 Alguns participantes relataram também que realizavam a troca do curativo dentro do banheiro, logo após o banho, por acreditar que, por ser um local fechado, é mais “higiênico” ou “esterilizado”, segundo suas palavras. Outros disseram que se sentiam constrangidos em expor a lesão em um ambiente mais aberto (terraço ou sala), por conta do fluxo de pessoas no local. Nesse sentido, o cuidador deve ajudar o ser cuidado, dependendo de sua realidade, a escolher o local mais propício em seu domicílio, para trocar o curativo. Para isso, deve observar se o local tem boa iluminação e condições adequadas de higiene, além de procurar manter a área física livre de circulação de pessoas, durante a higienização da ferida, e oferecer condições para lavagem das mãos. Vale salientar que o local ideal é aquele que seja confortável para o doente no momento do manuseio da ferida.
Em relação a quem realiza a troca do curativo em domicílio, o DSC revela a ideia central – Eu que faço - haja vista que os próprios sujeitos participantes do estudo não querem que o procedimento seja feito por um membro da família.
A não aceitação do cuidado por outra pessoa dificulta o tratamento, visto que a maioria dos sujeitos tem dificuldade de visualizar toda a ferida,seja pela limitação de mobilidade ou pela extensão da úlcera, o que pode gerar uma dificuldade na limpeza correta e na aplicação da cobertura, incluindo a colocação da atadura, a observação da evolução da ferida e a detecção precoce do surgimento de outras lesões na pele peri-lesão.
A autonomia no cuidado da lesão é extremamente eficaz, porém o apoio da família é fundamental. Pesquisa realizada com pessoas que têm feridas crônicas corrobora que essa participação é importante no processo de cura e na capacidade de enfrentamento da situação. Um dos sujeitos dessa investigação expressa a necessidade desse apoio, dizendo: “eu sinto mais uma força para viver”.29
Dessa forma, os cuidados com a ferida se consolidam mediante a participação efetiva do ator principal, ou seja, o indivíduo que tem a lesão e os coadjuvantes nesse processo de enfrentamento, a família. Outrossim, a equipe cuidadora deve ser capaz de estimular a participação de pessoas com lesões e seus familiares, numa perspectiva holística e de educação em saúde,30 com o fim de promover autonomia para os sujeitos, mostrando-lhes a importância do conhecimento no momento da realização da higienização e da troca do curativo, o que favorece o autocuidado.
Quando indagado acerca dos cuidados com a perna, o DSC foi unânime na ideia central – Cuidado para não bater a perna, repouso e não comer comida carregada. Sabe-se que a etiologia das úlceras venosas está relacionada a qualquer agente que interfere no retorno venoso e desenvolve a hipertensão venosa, secundária à incompetência valvular, à obstrução venosa ou a uma combinação desses fatores, entre os quais se destaca o traumatismo nos membros inferiores, que acarreta o desenvolvimento de todo o processo inflamatório local.7,31 Daí a importância de proteger a lesão de algum trauma, visando à progressão satisfatória do processo cicatricial e à prevenção de outra úlcera. Por isso, os sujeitos estão corretos ao protegerem a área lesionada.
Além disso, um dos principais cuidados que a pessoa com úlcera venosa deve ter com a sua perna é o controle da hipertensão deambulatória, cujo tratamento pode ser cirúrgico ou clínico e repouso relativo, com elevação das pernas acima do nível do coração, alternando com deambulação e com os membros sob contenção elástica.32 É importante que o repouso seja realizado corretamente, elevando-se o membro 30cm acima do quadril, para auxiliar o retorno venoso7, desde que o paciente tenha condições cardiocirculatórias para esse procedimento.
No que concerne à alimentação, os sujeitos destacaram que evitam comer macaxeira, fava e carne, porque acham que são irritativas e podem interferir diretamente na cicatrização. A pessoa com úlcera venosa deve se alimentar de forma mais balanceada. Para isso, deve incluir em sua dieta frutas, verduras, legumes, carnes magras, evitar o consumo de alimentos gordurosos, diminuir a ingestão de salgados e doces, não fumar nem ingerir bebidas alcoólicas. 24,33
Quando abordados sobre como fariam para evitar outras feridas quando a atual cicatrizasse, na última ideia central – Vou fazer repouso, evitar comida carregada e procurar o médico – o DSC revela, mais uma vez, a preocupação com o repouso e com a alimentação saudável, além da importância de procurar um médico para prescrever a meia compressiva, medicação para a circulação e, se necessário, realizar alguma cirurgia.
A abordagem terapêutica da úlcera venosa inclui o controle da doença de base, tratamento local da ferida, orientações ao cliente para elevar os membros, parar com o tabagismo, realizar a terapia de compressão e, às vezes, medicação e/ou cirurgia.7 Para evitar a recidiva, é preciso controlar a hipertensão venosa, com o uso da meia elástica própria, de acordo com o biotipo da pessoa.7 A realização de caminhadas leves, redução do peso corporal e avaliação clínica periódica também são imprescindíveis após a cura da lesão.4,5
O principal motivo das recidivas das lesões é a negligência da pessoa em relação às medidas preventivas, por isso é de extrema importância o repouso, que consiste na elevação dos membros inferiores, várias vezes durante o dia, para reduzir o edema de tornozelo e/ou perna, característico da insuficiência venosa crônica, e amenizar a dor nos membros inferiores.24
Algumas medicações são usadas para o controle circulatório, destacando-se a pentoxifilina,que estimula a fibrinólise e facilita a perfusão capilar, porque reduz a viscosidade sanguínea. Quanto às medicações flebotônicas, agem na macrocirculação, melhorando o tônus venoso e a permeabilidade capilar, com redução da inflamação e do edema.34 Para pessoas com úlcera venosa e com incapacidade de manter a terapia compressiva e/ ou experiência de varizes recorrentes, indica-se o tratamento cirúrgico. Entre as técnicas, está o enxerto cutâneo, indicado para úlceras extensas que não cicatrizam e são dolorosas. Há também a ligadura de veias comunicantes, a ligadura endoscópica subfacial de perfurantes insuficientes e a valvuloplastia para casos mais graves de úlceras venosas refratárias.34
Quando a úlcera for de origem arterial, o cuidado deve incluir elevação da cabeceira da cama em 20 cm, proteção contra traumatismos térmicos, mecânicos e químicos no membro afetado, prevenção ou reabilitação de atrofias musculares, cuidado com as unhas, redução e manutenção dos níveis adequados de triglicérides e colesterol, controle da hipertensão arterial e do diabetes mellitus e redução do uso de tabaco.35
Porém, visto que quase todos os sujeitos deste estudo têm úlcera de origem venosa, destacaram-se os cuidados com esse tipo de lesão.
Considerações finais
Os resultados do estudo revelam que, apesar do baixo nível de escolaridade, os sujeitos da pesquisa conhecem, de modo geral, os cuidados preventivos, terapêuticos e do procedimento de curativos que envolvem a saúde e a lesão, no entanto, percebe-se a falta da participação da família nesse processo. Isso reflete o quanto é importante a educação para a promoção da saúde, atividade contínua realizada diariamente, em uma relação dialógico-reflexiva, entre os usuários do ambulatório, no papel de discentes, e os facilitadores dessa dinâmica, os profissionais como docentes. No contexto do indivíduo com úlcera vasculogênica, a autonomia é muito importante, mas a participação familiar é fundamental para as trocas dos curativos, a observância das orientações recebidas quanto à medicação, ao repouso e às restrições nutricionais para o alcance da cura. Assim, esses atores se tornam integrantes essenciais desse compromisso, que resulta em melhorias significativas para a qualidade de vida dos familiares/ cuidadores e de pessoas com tais lesões. Dessa forma, aumentam as chances de cura ou controle da doença, reduzindo-se os casos de recidivas.
 

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