A Experiência de Autocuidado de Mulheres que Convivem com Úlcera Venosa Crônica

Marcelo Henrique da Silva, Maria Cristina Pinto de Jesus, Miriam Aparecida Barbosa Merighi, Deíse Moura de Oliveira


A úlcera venosa é mais prevalente em mulheres, sobretudo as idosas, sendo que a cronicidade e o caráter recorrente desse tipo de lesão podem trazer implicações para o autocuidado. Neste estudo, fundamentado na fenomenologia social de Alfred Schütz, objetivou-se compreender a experiência de autocuidado de mulheres que convivem com úlcera venosa crônica. Participaram sete mulheres, cujos depoimentos foram obtidos em 2012. Os resultados desvelaram que o autocuidado da mulher acometida pela úlcera venosa crônica inclui dificuldades relacionadas à própria higienização, vestimentas e calçados, repouso e adesão ao tratamento tópico e compressivo da úlcera venosa crônica, além do controle da dor. Ainda que não realizem plenamente o autocuidado orientado pelo profissional, as participantes têm a expectativa de conseguir a cicatrização, ter saúde e retomar suas atividades cotidianas afetadas pela ferida. Conclui-se que o maior desafio posto está em fazer com que as orientações profissionais para o manejo da úlcera venosa crônica se desdobrem em autocuidado efetivo. Tal ação está atrelada ao modo como o profissional percebe a realidade de cada mulher e se propõe a intervir, compartilhando, ajudando-a a transcender suas dificuldades em relação à doença e a encontrar caminhos que a empoderem no cuidado de si mesma.


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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z1806-3144201600020003

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