Resumo Premiado 4

Authors

  • Margareth Linhares Martins MSc, Enfermeira Estomaterapeuta (TiSOBEST); Professora do Depto de Enfermagem / NFR / UFSC, Membro da SOBEST e Coordenadora do GAO.
  • Rode Dilda M. da Silva MSc, Graduada em Filosofia, com especialização em Gerontologia, Técnica de Enfermagem do Hospital Universitário / UFSC, doutoranda em Enfermagem / UFSC e Membro do GAO
  • Valéria Cyrillo Pereira Enfermeira com especialização em Estomaterapia do Serviço de Atenção à Pessoa com Estoma / SES / SC Membro da SOBEST e Membro do GAO.
  • Débora Poletto Enfermeira, mestranda em Enfermagem / UFSC / bolsista CAPES Reuni e membro do GAO.
  • Mariana Itamaro Gonçalves Enfermeira, membro do GAO e do Grupo de Pesquisa em Enfermagem no Cuidado a Criança e ao Adolescente (GPECCA)
  • Tatiana Martins Acadêmica da 5ª unidade curricular do Curso de Graduação em Enfermagem da UFSC; Bolsista do GAO/Pró Reitoria de Pesquisa e Extensão/Departamento Projetos de Extensão/UFSC; membro do Centro Acadêmico Livre de Enfermagem – CALEnf.

Abstract

Assistência à Pessoa com Pioderma Gangrenoso: Abordagem bem Sucedida

Introdução: O cuidado à saúde de pessoas com lesões cutâneas dasafia profissionais da saúde a escolher estratégias terapêuticas. Este desafio é ainda maior quando a atenção à saúde é realizada e compartilhada com várias especialidades. Neste contexto, a Estomaterapia tem muito a aprender, ensinar e socializar seus resultados bem sucedidos. O pioderma gangrenoso é doença inflamatória cutânea pouco freqüente e com etiologia desconhecida. Seu diagnóstico é difícil e o tratamento não é específico. Caracteriza-se por lesões ulceradas, dolorosas, com centro necrótico e bordas irregulares e violáceas. Em 50 a 70% dos pacientes, está associado a uma doença de base, como doença inflamatória intestinal, doenças reumáticas, ou hematológicas. Há escassez de publicações na área da estomaterapia e no relato de tratamento tópico. Objetivo: Relatar assistência de enfermagem à pessoa com pioderma gangrenoso em região inguinal. Métodos: Descritivo. Sujeito: Pessoa do sexo masculino, 60 anos, história de doença reumática e hipertensão arterial sistêmica, em uso contínuo de droga antiblástica e anti-hipertensiva. Local: Ambulatório e domicílio em cidade do Sul do Brasil, no período de 13/11/2009 a 13/01/2010, com atendimento semanal. Utilizados registros: fotográficos e “Ficha de Avaliação de Cliente com Feridas”. Aplicado “Termo de Consentimento Livre e Esclarecido” e recebida autorização escrita. Etapas de Intervenção e Resultados: Encaminhamento de cliente à Enfermeira Estomaterapeuta, por dermatologista, para avaliação e tratamento específico da lesão, considerando que a pessoa apresentava ulceração em região inguinal esquerda por foliculite há três meses, evoluindo gradativamente para ulceração, com terapia tópica tradicional sem sucesso. Em 13/11, primeira avaliação, a ferida apresentava-se com área de 36cm², irregular, borda infiltrada, necrótica, eritema violáceo, leito 100% coberto com tecido necrótico de coloração esbranquiçada, possível comprometimento de derme e parte de tecido subcutâneo. Terapia tópica: desbridamento conservador e instrumental, com boa evolução, redução gradativa de tecido necrótico e aumento de tecido de granulação e da sensibilidade dolorosa. Em 2/12, alteração significativa do aspecto da ferida, Resumo Premiado aumento da lesão e exarcebação de tecido necrótico nas bordas. Solicitada reavaliação de dermatologista, que providenciou junta médica com patologistas. Diagnosticado Pioderma Gangrenoso. Iniciado tratamento clínico específico com corticóide e antibioticoterapia sistêmica. Reencaminhado para a Estomaterapeuta, em 3/12. Reiniciado tratamento tópico priorizando-se desbridamento conservador e instrumental, analgesia tópica, cobertura com hidrofibra com prata e uso de papaína gel a 8%. Houve melhora gradativa da ferida. Em 17/12, lesão 100% coberta com tecido de granulação, com orientação de terapia tópica com hidrocolóide. Esta conduta permitiu que o cliente viajasse, contribuindo para a redução do estresse que o mesmo vinha apresentando devido ao seu trabalho e à sua condição de saúde e doença. Em 13/01/2010, retornou para avaliação da Estomaterapeuta, com ferida apresentando retração e 90% de cobertura epidérmica. Conclusão: O ser humano com perda da integridade da pele, associada à ferida de origem incomum, difícil diagnóstico e de longa duração, requer abordagem complexa, interdisciplinar. O Estomaterapeuta reconhece e assume seus limites de atuação, busca integrar e valorizar os vários aspectos contributivos para reparação tecidual, proporcionando ao cliente melhoria da auto-estima e qualidade de vida.Descritores: Pioderma gangrenoso, assistência de enfermagem, curativos.


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References

Barbato MT, Bakos L, Masiero NCMS, Bolson P. Perfil clinico-patológico dos pacientes com pioderma gangrenoso do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (2000-2006). An Bras Dermatol [online]. 2008;83(5)431-6. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0365- 05962008000500006>. Acesso em 11 de março 2010.

Coelho LF, Correia FG, Ottoni FA, Santos FPST, Pereira LB, Lanna CCS. Pioderma gangrenoso: um desafio para o reumatologista. Rev Brás Reumatol [online]. 2009;49(3):315-20 Disponível em: . Acesso em 11 de março 2010.

World Council of Enterostomal Therapists Journal. Austrália: 24(3) July/ September 2004.

Published

2010-06-01

How to Cite

1.
Martins ML, Silva RDM da, Pereira VC, Poletto D, Gonçalves MI, Martins T. Resumo Premiado 4. ESTIMA [Internet]. 2010Jun.1 [cited 2020Oct.29];8(2). Available from: https://www.revistaestima.com.br/estima/article/view/277

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